terça-feira, 19 de abril de 2011

O seu problema pode trazer uma boa ideia para um novo negócio


Ano passado assisti a uma palestra da semana Global de Empreendedorismo no Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) com Carlo Dapuzzo, sócio de uma empresa de Venture Capital que investe em start-ups (uma de suas apostas certeiras de investimento foi o site de compras coletivas Peixe Urbano, por exemplo). Chamou a minha atenção uma das primeiras palavras do palestrante, que disse que a maioria das boas ideias e dos grandes negócios surge como solução para um problema que o empreendedor já viveu. Faz sentido, quando passamos por algum apuro podemos pensar com propriedade formas criativas e inovadoras de resolver a questão.
Acabei de conhecer uma recém inaugurada pequena empresa que nasceu justamente de um problema cotidiano vivido por uma pessoa, e pelas mãos dela se transformou em um negócio promissor. Como o universo das mães e nenês está em pauta aqui no Papo de Empreendedor, resolvi compartilhar esse case com os leitores.
A empresa em questão surgiu a partir de um dilema que a carioca Carla Coelho Coutinho enfrentava no seu dia a dia como mãe: não encontrava para comprar uma bolsa que comportasse todos os seus objetos e os que precisava levar para sua filha (mamadeira, chupeta, fralda, papinha, lenços umedecidos, brinquedos…). De acordo com ela, faltava um produto que, entre outras coisas, tivesse divisórias inteligentes para carregar os objetos de sua nenê, de um material fácil de limpar e leve, e que não tivesse uma estampa feia. Carla, então, durante a gravidez de sua segunda filha, começou a desenhar modelos de bolsas que unissem essas características. Impulsionada pelo entusiasmo de sua atual sócia, Regina Gusmão, transformou os croquis em uma marca própria de acessórios, lançada oficialmente no início desse ano, chamada Picote Bags.
O bacana da história é que Carla garante que se não fosse pela sua necessidade de carregar as coisas da filha e seus objetos, nunca teria pensado e reparado que o mercado não oferecia um produto com essas características, e também não poderia ter criado os modelos. “Comecei a pensar que eu não deveria ser a única mãe a sentir falta de um produto assim”, conta. Inaugurada oficialmente no início desse ano, a Picote Bags já tem seus produtos disponíveis para venda em lojas espalhadas por cinco municípios de São Paulo e pelo site da marca. A estratégia adotada pelas empresárias é investir na presença de feiras de varejo para divulgar os produtos e conseguir novos pontos de venda.
Assim como Carla e Regina, muitas pessoas tem boas ideias a partir de vivências próprias para resolver necessidades do dia a dia. A diferença é que  essas idéias não necessariamente são colocadas em prática. Vamos lá, empreendedores, assim como essas duas mães, que idéias já resolveram suas vidas e se transformaram em negócios lucrativos?

segunda-feira, 28 de março de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Como nascem as boas ideias

Como nascem as boas ideias

Se fosse possível filmar o nascimento de uma ideia, as imagens que teríamos seriam, provavelmente, tão extraordinárias como as da fecundação de um óvulo. Num balé de movimentos estonteantes, os neurônios no cérebro combinam-se em rede com outros neurônios – num ritmo veloz, de até 200 vezes por segundo – em sincronia perfeita, em configurações inauditas. Porém, a dúvida persiste: o que leva os neurônios a se combinarem, criando algo novo? Enfim, como nascem as boas ideias? Steven Johnson, um prolífico escritor de ciências, passou cinco anos investigando o tema. O surgimento das ideias, diz ele, costuma seguir um padrão. A boa ideia surge como um “lento matutar” (um slow hunch, no original, em inglês). Passa em seguida por um período de incubação. Na maioria dos casos, contudo, o palpite (“hunch”) individual não é suficiente, e a colaboração, ou combinação de vários palpites, é crucial para se chegar à invenção (ou solução) definitiva.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Oito dicas para abrir uma empresa

Oito dicas para abrir uma empresa

Começar um negócio de sucesso não é só encontrar um ramo de atuação, um nicho de mercado e o perfil certeiro de cliente. No processo de abertura da empresa em si, é preciso estar atento em todos os passos e detalhes mais técnicos desse processo, como o contrato social, a tributação e a escolha do imóvel. São questões importantes que, se mal resolvidas, podem atrapalhar os planos do empresário. Confira a seguir oito dicas de especialistas para enfrentar esses passos de maneira mais eficiente e segura. 

1. Confecção do contrato social 

Na abertura do negócio, o empresário deve atentar na confecção do contrato social, em que são relacionados aspectos práticos do funcionamento do negócio, como definição básica da empresa (nome, endereço e atividade), o capital social (valor ou bens investidos), a relação entre os sócios e a divisão dos lucros. 

Uma maneira de agilizar o registro do contrato social é procurar o sindicato da categoria da empresa e verificar se possui um posto avançado da junta comercial. Assim, o procedimento, que geralmente demora cinco dias para ser concluído, pode ficar pronto em 24 horas. 

De acordo com o contador Vicente Sevilha Júnior, autor do livro Assim Nasce Uma Empresa (editora Brasport, R$ 59), é importante ter certeza dos termos especificados no contrato social, porque mudanças de regras, ou seja, alterações contratuais, implicam refazer as inscrições federal, estadual e municipal e as licenças. As modificações, no caso das sociedades limitadas, só podem ser feitas se 75% do capital estiver de acordo. Erros formais, como grafias incorretas, são facilmente resolvidas com retificações no contrato. 

2. Escolha do melhor regime de tributação 
Na hora de abrir a empresa, o empreendedor deve estudar os três regimes de tributação existentes – Simples, lucro presumido e lucro real – e decidir qual deles é o mais indicado para o negócio. “No início das atividades, a tendência é usar o lucro presumido ou Simples. Como não há histórico, é difícil prever qual será margem de lucro efetiva. Se o negócio indica prejuízos consideráveis nos primeiros anos, o lucro real é o melhor negócio”, afirma Sevilha Júnior. 

No sistema do Simples, permitido para empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões, a cota de pagamento de imposto varia de acordo com a atividade e o porte da empresa e é crescente em relação ao faturamento – quanto mais a empresa fatura, maior é o valor desse tributo. As alíquotas variam de 4% a 27,9% do faturamento. 

3. Escolha do imóvel 

Ao instalar a estrutura física do negócio, o empresário deve escolher um local que seja adequado para o seu público-alvo. “Se as classes A e B são o foco do negócio, é interessante oferecer espaço para estacionamento; e se o perfil está nas classes C e D, o empreendedor deve procurar locais mais populares, com fácil acesso a transportes públicos”, exemplifica Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae-SP. 

Em relação aos contratos de locação, a consultora observa que muitos empresários costumam alugar o imóvel comercial por um ano apenas. “Eles devem pensar se é por um ano que querem ter a empresa.  Leia Mais...